Palavras de Alento

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26 de fev. de 2013

Sobre estar desconectada

Imagem daqui
Já postei aqui sobre quando fiquei sem celular por três dias. Foi terrível não ser encontrada, nem poder falar com quem quisesse, à hora que eu bem entendesse. Semana passada foi pior, fiquei sem internet em casa. Explico: Eu tenho um plano 3G da OI, de 5 gigas, que sempre foi mais que suficiente para as minhas necessidades. 
Só que agora somos três usando o mesmo modem. Ou seja, estávamos eu e Bento de férias, usando a internet o tempo todo. Quando eu dava um descanso, ele pedia pra jogar. Muitas vezes também Preto preferiu trabalhar em casa, usando a internet, ao invés de ir ao escritório. 
Resultado: No dia 15 a OI me avisou que já havia sido atingido 80% do meu pacote de dados.
Tive que dar um freio na galera. Passamos a usar o modem apenas para o necessário, até o dia do fechamento da fatura (23), porque já aconteceu de ultrapassar o limite do pacote e a OI me enviou uma conta de quase R$300,00. O minuto excedente custa os olhos da cara!
Pra não ficar totalmente desconectada, o jeito foi usar apenas a internet do celular, que é ótima para o Facebook, mas péssima pra ler textos longos (de blog por exemplo). Detesto ler em telinhas minúsculas.
Outro problema sério aqui na nova residência é que não conseguimos instalar uma internet wi-fi (ideal para famílias que possuem mais de um computador). A GVT alega que o armário do prédio está lotado e não há possibilidade de instalar mais um. A OI cobra R$160,00 só de instalação, e eu ainda estou pensando se vale a pena. Por fim a NET, que alega não haver cabeamento na minha região. 
Essa última eu não entendi, porque moramos entre o centro da cidade e o bairro da Barra, áreas bastante populosas. Então porquê não existe cabeamento?

20 de out. de 2012

Fazendo arte!


Passando rapidinho aqui pra me desculpar pela ausência nos blogs amigos. É que na última terça inventei de fazer uma aula de artes com meus alunos. Levei pra escola mais de 20 garrafas de iogurte que juntei durante semanas, pois a ideia era fazer um porta-lápis, que eles mesmos iriam decorar. 
Mas durante a primeira tentativa de cortar as garrafas com um estilete, minha mãozinha esquerda resolveu ficar na frente do objeto afiadíssimo! Resultado: Três pontos e nenhum porta-lápis.
Como eu sou uma pessoa teimosa persistente, não quis atestado médico e continuei trabalhando, o que acabou sobrecarregando meu braço direito, que no final do dia está super cansado. Ter somente um braço complica a vida de quem mora sozinha. Não posso dirigir, parei até de malhar (ai, meu Projeto 4.0...), não consigo lavar louça, nem o meu próprio cabelo e fica difícil cuidar do meu filho.
Até tento teclar, mas é um saco com uma mão só, porque acostumei a digitar rápido, com todos os dedos (sou do tempo das aulas de datilografia, abafa!), então me perdoem a ausência. Visitei alguns blogs mas sem comentar não vale, né? mas só depois da terça feira, quando tirarei os pontos, voltarei a normalidade, retribuindo o carinho de vocês.

Um beijão e nem pensem em chegar perto de estiletes, eles costumar voar na nossa direção!

16 de abr. de 2012

Not Today

Devido ao péssimo estado de espírito da dona deste blog, excepcionalmente hoje, não apresentaremos a coluna "Blog da Semana".

Rezem pelo restabelecimento da minha paz interior. 

Amém!

15 de fev. de 2012

Tudo Pronto!

Menos o meu!
Camarotes prontos, abadás entregues, trios elétricos vistoriados, postos médicos equipados, cantores afinados, policiais em serviço(oh, sim!), aeroporto, rodoviária e hotéis à espera dos donos da festa: os turistas. Faz tempo que essa festa deixou de pertencer a essa gente alegre. O maior carnaval do planeta virou uma fábrica de fazer dinheiro. E o baiano cansou de pagar caro por mais do mesmo. Eu mesma cansei!
Nunca fui fanática por carnaval, sempre preferi fugir pra praia (fritar o corpinho sob o sol), sobretudo quando me encontro "casada". 
Carnaval não rima com casal. As poucas vezes que me rendi à folia, eu estava descompromissada e por isso fiz o que (quase) todos fazem: sucumbi aos apelos momescos. Evidente que não saí por aí beijando indiscriminadamente, mas me permiti curtir e fazer coisas que em dias comuns não condizem com meu comportamento.
Tudo pronto para a fuga.
Mas na quarta-feira de cinzas as cabeças voltam pro lugar, graças a Deus!
E quer saber? Não sinto falta, devo estar ficando velha! Percebo que essa festa já não está em mim, ainda que eu esteja geograficamente dentro dela. Se bem que tanta gente tem deixado de passar o carnaval aqui...todos fugindo! 

9 de fev. de 2012

Ainda Sem Solução

Apesar de os líderes do movimento terem sido presos após a divulgação de escutas telefônicas pela Rede Globo, a greve dos policiais militares da Bahia continua.
A população, ansiosa pela retomada da normalidade, pede paz. Foliões, já em ritmo de festa, pedem o fim do conflito para que possam brincar o carnaval. Pais e professores esperam que seja restabelecida a segurança para que se dê início ao ano letivo. 
Falou-se até em cancelar ou adiar o carnaval, mas o governador garante que manterá a festa (a indústria do carnaval tem seu poder). Eu, que já estou de viagem marcada há muito tempo, não me arriscaria a ir a nenhuma festa popular sem policiamento. Também não acredito que os homens do exército consigam controlar a "pipoca", tarefa hercúlea executada por quem tem anos de experiência.
Só acho que essa história foi longe o bastante. Se a luta era por melhores salários, já se conseguiu alguma coisa. Agora esperar que haja anistia para quem liderou um movimento que tomou essa proporção, é um pouco demais.
A cidade tenta voltar à rotina, mas a sensação de insegurança ainda detém muita gente (como eu) dentro de casa, pois se consideramos a polícia ruím, agora sabemos que sem ela fica tudo muito pior.
Sinceramente, espero que isso termine logo. Já deu!

3 de fev. de 2012

Fora de Comando

Instalou-se o caos na cidade. Um terço(?) do efetivo da polícia militar encontra-se em greve desde o dia 31, e com isso a bandidagem aproveitou para aterrorizar a população, promovendo saques, assaltos, assassinatos e toda sorte de delitos que se pode imaginar. Enquanto isso, nós, cidadãos de bem, estamos acuados, trancados em  casa, amedrontados, impedidos de sair às ruas. Então nos prostramos em frente à TV e assistimos estarrecidos, porém sãos e salvos, a esse circo de horrores.
Esse é o retrato da nossa Salvador, a capital da alegria, que já foi cantada em verso e prosa, e se encontra nesse momento refém de maus políticos, homens incapazes de gerenciar um conflito que tomou proporções absurdas. A greve da PM baiana é a crônica de uma morte anunciada. A insatisfação da categoria já era de conhecimento público. Nossos policiais trabalham em condições sub-humanas, são submetidos ao stress diariamente e recebem um salário que não é condizente com o perigo a que se expõem. 
Acho a greve legítima. Toda categoria profissional tem o direito de fazer suas reivindicações, mas não podemos ser coniventes com um movimento pautado em atos de vandalismo. Há rumores de que alguns policiais andaram espalhando o terror pela cidade, fechando avenidas de grande circulação e promovendo boatos de arrastões em alguns bairros. 
A essa altura o que todo mundo se pergunta é porque num momento crítico como o que estamos vivendo nesses dias apocalípticos, os governantes (prefeito e governador) encontram-se fora do estado. E ao invés de tentarem negociar com o comando da greve, solicitam intervenção das forças armadas. Nesse exato momento há soldados do exército posicionados nos principais pontos da cidade, tentando manter a ordem. Mas os bairros populares continuam ao Deus dará. 

E eu me pergunto: Até quando?


29 de dez. de 2011

Encaixotando 2011

Foi um ano complicado: Tenso. Penoso. Sofrido. Duro. Um ano de aprendizagens que ficarão pro resto da vida. Um ano de perdas irreparáveis, nas quais tive que buscar forças sei lá aonde para apoiar quem necessitava mais do que eu. Em alguns momentos esqueci de mim, de minha dor, e fui doar meu ombro a quem precisou de meu apoio, de minha maldita experiência com a Dona Morte.
Perdi um tesouro precioso, que passou 36 anos alegrando meus dias. Ainda estou aprendendo a viver sem ele, mas hoje tenho a consciência de que ele continua vivo em outro plano e que um dia certamente receberei de novo seu abraço, quando for a minha hora de partir.
2011 foi um ano padrasto. Mas a gente aprende e cresce com as dificuldades. Sempre foi assim comigo. Acredito que isso tudo fez nascer em mim uma vontade enorme de ser uma pessoa melhor, de ajudar quem precisa, de estar presente na vida daqueles a quem amo, de ser mais paciente, mais tolerante, mais compreensiva, mais companheira, enfim, mais humana.
Não escrevi a famosa lista com "resoluções de ano novo", como costumeiramente o fazia. Não tenho expectativas para 2012. Quero apenas ter saúde e ver aqueles a quem amo saudáveis e felizes. Quero fazê-los felizes, me fazer presente e espalhar alegria e o amor que sinto, porque o amor é pra ser compartilhado, é pra transbordar.
Mas não vou ficar apenas reclamando, sou grata por ter conseguido escrever minha monografia e concluir minha segunda Especialização. Foi difícil, foi no meio do processo, mas deu tudo certo.
Agradeço a Deus por ter me tornado uma pessoa mais forte com as vivências do ano que se finda. Agradeço pela vida e pela saúde do meu pequeno, da minha mãe, da minha irmã, do meu sobrinho e de todos os familiares que como eu, ficaram desolados com a perda de Crístian.
Agradeço aos amigos queridos pela força, pela presença, em especial a Toni e Mel (minha alma gêmea se dividiu em três, fazer o quê...). E a Luiz Paulo, simplesmente por ter insistido em ficar, mesmo quando eu achava que não queria. Fez uma diferença enorme, eu nem sabia o quanto precisava. A gente ainda tem muita coisa pra viver, meu bem! Peço para o bom Deus nos conceder a graça de ter o nosso filhinho (que não pôde vir dessa vez), e que fortaleça nosso amor e nossa fé!

Um abraço fraterno a todos, carregado de energia positiva.

Vou receber 2012 assim, de braços abertos, na esperança de dias melhores.

22 de out. de 2011

Filho(s) - Ou Impressões, Memórias e Desventuras da Maternidade

Sempre compactuei da teoria que propaga a superpopulação mundial. No mundo há gente demais e por isso, cada casal deveria ter apenas um filho. É sério, os chineses inclusive já fazem isso há um tempão: quem quer ter um segundo filho, na China, tem que pagar multa!
O meu discurso não é vazio. Pensemos no planeta Terra, já tão castigado pelas ações humanas. O homem consome exageradamente, desmata florestas, polui o ar, produz lixo e procria em nome do seu bem estar, do seu egoísmo. Um dia isso ainda vai nos colocar em maus lençóis. Há previsões de escassez de água num futuro próximo. Também de rodízio de carros nas grandes cidades, aumento da criminalidade, aquecimento global, fome... as perspectivas não são nada animadoras. Quem quer colocar um filho num mundo como esse?
Mas apesar de já pensar nessas coisas quando engravidei, eu me realizei totalmente com o menino Bento. Apesar de ter engavetado alguns projetos pessoais, incompatíveis com a maternidade, o fiz de bom grado, porque estava realizando um sonho. Ele era (e é) muito mais do que eu esperava ou achava que merecia.
Abrir mão é uma marca registrada das mães. Abre-se mão das baladas no sábado, do corpinho sarado, do sono tranquilo por uma noite inteira, dos estudos. Eu abri mão de coisas pelas quais tive que batalhar pra conseguir novamente e segui firme no meu propósito de não contribuir mais para o aumento das taxas populacionais.
Segui? Seguia. Plano B na área, porque na prática, a teoria é bem diferente! Em abril, se tudo correr dentro do previsto, Chris estará chegando.

(Mandem boas vibrações pra nós!!!)

Nota da autora:
Como muitos sabem, as coisas não saíram como prevíamos e hoje completa um mês que essa vida nos foi tirada; compartilho agora com os leitores do meu blog, esse texto que escrevi em 05/09/2011, e pelas razões que a própria razão desconhece, acabei não publicando. 

22 de set. de 2011

Das Dores da Vida

Às vezes ser controversa me cansa. Me causa mal estar, repulsa, raiva de mim mesma.
Um mês atrás recebi a boa nova que eu pensava que mudaria minha vida. E como eu desejei que a minha vidinha maravilhosa, meu mundinho perfeito, meu castelo de areia continuasse no lugar... e por medo de tantas mudanças, rejeitei a boa nova!
Acho que a boa nova percebeu, porque hoje, um mês depois, já acostumada e feliz com ideia, eu desmorono de tristeza por ter sido rejeitada pela boa nova.
Tentei fazer tudo direitinho, mas a boa nova passou apenas dois meses comigo e voltou para o lugar de onde veio...

(Mais uma perda para a minha coleção de 2011)

27 de ago. de 2011

Plano B

Aprendi que precisamos ter sempre um plano B. O plano B é aquilo que você faz depois que tudo que havia planejado dá errado. O plano B é a tal segunda opção. Às vezes até pode soar como um prêmio de consolação. Mas o pior mesmo é não ter o plano B e precisar bolar um de última hora.
Aprendi também que os planos divinos estão muito acima dos nossos e questioná-los só nos traz revolta e indignação. Se Ele conduziu ou determinou as coisas de uma forma, precisamos ter resignação e acreditar que Deus sempre pensa no que é melhor para seus filhos.
Pois bem, mais uma vez engavetarei meus projetos pessoais para viver os planos que Deus traçou pra minha vida. Já sofri e me frustrei muito ao ver meus desejos e planos darem errado. Pagar o preço por algo que não se escolhe, ou não se planeja, é certamente doloroso. Mas também é preciso aprender com a dor, pois ela sempre nos traz lições valiosas.
Sigamos em frente com o plano B. A vida continua, isso é o que realmente importa.

22 de mai. de 2011

Xô, xô, xô!

Uma da melhores obras do escritor português José Saramago, na minha opinião, é um livro de 2005, intitulado "As Intermitências da Morte". A pedido do próprio autor, suas obras não são traduzidas para o português "brasileiro", e com isso acaba por afastar muitos leitores, mas quem tiver curiosidade, vale a pena ler. O livro relata o caos que se instala num país fictício quando a Morte, cansada de sua rotina e de ser odiada pela humanidade, resolve tirar férias. 
Ultimamente ando pedindo à Dita Cuja que dê um tempo novamente, ou pelo menos, "me mire, mas me erre" porque não tenho mais condições psíquicas de enfrentá-la. É uma briga muito covarde, onde eu sempre perco, fico só, choro, me sinto fraca, uma merda.
Preciso voltar a viver minha vidinha de alice, tocar a rotina, criar meu filhote, finalizar minha monografia, malhar, namorar, sair, beber, trabalhar em paz... 
Enfim, depois dessa tenebrosa sequência de encontros com a Dona Morte, quero passar um bom tempo longe de hospitais, correr léguas pra não cruzar com um cemitério e se falarem em doença grave perto de mim, eu juro que mato um!
Falando sério, tem sido tão difícil encarar esses momentos, que eu só estou fazendo isso por amor aos meus grandes amigos Antonio e Emmerson. Mas depois dessa temporada, eu acho que mereço ver o sol entrar pela minha janela novamente. E se a Velha da Foice se atrever a chegar perto novamente, eu vou fazer como meus alunos e dizer bem forte e bem alto:
- Vaza, canhão!

6 de mar. de 2011

Um Jogo Chamado Vida (ou os momentos em que nossa vontade foge totalmente do nosso controle)

O sonho (ou como compreender os avisos que recebemos):
Ele estava no carro comigo, iria viajar e eu o levaria ao aeroporto. Quando vi os aviões, sabia que ele estaria no maior de todos e temia por se tratar de uma companhia aérea desconhecida. Perguntei se estava levando a carteirinha do plano de saúde. Respondeu que sim, mas mostrou-se preocupado com uma fatura vencida, ainda em aberto.

- Não se preocupe, assim que sair daqui, eu pago isso pra você!

E ele se foi.

A minha leitura
(ou como interpretamos sinais equivocadamente):
Achei que eu fosse estar do lado dele na hora de sua partida. Inconscientemente tentei me preparar para vê-lo morrer. Forcei-me a ser forte e permaneci ao lado dele o máximo que pude.

Apenas mais um dia
(ou sobre como achamos que somos nós quem modificamos as coisas):
Eu e sua esposa o visitamos pela manhã, como vínhamos fazendo nos últimos dias. De lá, ela iria à casa de minha irmã. Não sei porque cargas d'água consegui dissuadí-la dessa ideia.
- Vá no final da tarde, após a próxima visita.
E ela assim o fez. Foi pra casa e de tardezinha rumou para visistar a cunhada e a sogra.

A hora da partida (ou a solidão que nos acompanha na hora do fim)
Fiquei em casa estudando a tarde inteira, após as 17:30 minha cabeça começou a doer, e eu deixei os livros de lado. Mas um desassossego me tomou, então comecei a procurar o que fazer, arrumando coisinhas que estavam fora do lugar. Até que deitei pra ver se a dor de cabeça passava. Não lembro se passou, só sei que comecei a chorar, pensando nele.
Nesse momento, enquanto ele dava o último suspiro, sua mãe, sua esposa e sua irmã mais nova estavam juntas. E eu, sozinha, pensando nele, sozinho.

Momentos finais (ou como as peças do jogo se encaixam):
A mãe desmaiou, a esposa fraquejou e a irmã mais nova se viu impossibilitada de afastar-se do seu recém nascido. E ali estava eu, sem elas, num cemitério, levando-o para a sua última viagem.

1 de mar. de 2011

Sobre o Mundo lá Fora...

Quem nunca se viu obrigado a conviver com uma grave doença de perto (seja em si mesmo ou em alguém próximo) não pode calcular o quanto as paredes brancas de um hospital são frias, o quanto a espera do horário de visitas é angustiante, e o quanto um desfecho pode ser torturante.
Sim, está difícil, está quase insuportável. Pasmem: Patrícia não é de ferro!
Lá fora os dias passam, as aulas recomeçaram, o verão está acabando, e finalmente o carnaval chegou. E com ele vem todas as modificações no trânsito (que só quem mora no circuito sofre) e a alteração no humor das pessoas: Um estado de ansiedade feliz paira no ar, nos rostos, nas falas... E eu percebo isso e vou assimilando com o coração gelado, sem vontade de fazer nada, sentindo apenas uma necessidade enorme de disfarçar o que está por dentro, de fingir que está tudo bem, para não contaminar o universo ao meu redor com a tristeza que tomou conta do meu ser.
Alguns me perguntam: "Como você consegue ir trabalhar?". E adianta não ir? Além do mais, faz parte do disfarce: Eu finjo que está tudo sob controle, que nada de mal vai acontecer (mais) e sigo vivendo.
Hoje senti o cheiro da UTI às doze badaladas do relógio. Era o perfume(?) do sabonete líquido do restaurante onde eu fui almoçar. Ou seria o universo querendo me lembrar que eu não posso fingir que está tudo bem o tempo todo...?

PS: Perdoem a dureza das palavras e o baixo astral do blog ultimamente. Aproveitem o carnaval de vocês, porque a vida é breve!

25 de fev. de 2011

Por Um Fio

O meu destino eu não sei
Sou como o vento que passa
Te toca e te refresca
Mesmo quando você me diz:
Não estou tão bem assim...

A vontade de amar não é uma simples curiosidade
Que não passa, viaja com o tempo
só não sei explicar porque.

Será que o desejo de saber o que eu não sei
Vai me trazer alguém?
Ou será que o desejo de saber o que eu não sei
Vai me fazer sofrer?

E a minha vida fica cada vez mais feia
Cada vez que eu imagino
As coisas tristes
Que podem acontecer
E esse frio que sinto...

E até quando?
E até quando?
E até quando?

(letra de música escrita por Crístian, ainda adolescente, nos anos 90)

8 de fev. de 2011

"Vida Turbulento"

Ano passado conheci a música de uma cantora maravilhosa: Mayra Andrade. Nascida em Cabo Verde e criada na França, ela canta em Português, Francês e mistura dialetos africanos e tem um sotaque é gostoso de ouvir. Como concordância verbal não é o forte dos gringos que se aventuram na Língua Portuguesa, ela acaba cantando coisas como "lua redondo", "na tempo" e "vida turbulento", de forma doce e forte. 
É lindo, confiram:



Na verdade introduzi o texto de forma leve porque os dias por aqui andam mesmo turbulentos. Espero (e tenho trabalhado para isso) que as coisas se resolvam e que a vida fique tranquila novamente, para o bem de todos.

25 de out. de 2010

Crazy Feeling


Pela manhã fui acometida por uma estranha sensação. Um sentimento que me acompanhou durante muito tempo, até que me vi obrigada a expurgá-lo de meu coração, em nome de minha felicidade.
Hoje ele ressurgiu quase molhando meus olhos. Quase, porque agora tenho consciência do que não me faz bem, então procuro manter distância e expulsar certos venenos que invadem minha mente vez por outra.
Na hora fiquei triste, confesso, mas não durou muito tempo, não interferiu no meu dia, nem interferirá mais na minha vida.

24 de set. de 2010

Desconectada

Passei um dia sem internet. Esqueci (?) de pagar a fatura, a qual não localizei em parte alguma, e tive que enfrentar toda aquela burocracia chata de falar com atendente virtual, solicitar segunda via, imprimir, pagar, etc, até que restabelecessem minha conexão.
E pra completar, ontem esqueci meu celular e meus três chips na escola e provavelmente eles foram parar nas mãos de alguém que eu não identifiquei e que provavelmente não tem a intenção de devolver-me. Resultado: Lá fui eu novamente falar com atendente virtual (de três operadoras) na tentativa de bloquear os chips, anotar número de protocolo, criar senha de desbloqueio, pesquisar novos aparelhos na internet... Um saco!
Pior que isso é a sensação de ter sido roubada, além de sentir-me isolada, de mãos atadas, sem poder comunicar-me. Preciso e pretendo resolver isso logo, pois não consigo ficar sem o bendito do celular. (O vício é tanto que durmo com ele ligado, e agora que ele se foi, chego a senti-lo vibrando na bolsa.)
O problema não é comprar outro, é que eu tinha um certo apego a ele, todo grandão, com as minhas fotos, os vídeos do menino, as músicas favoritas, meus toques diferenciados para cada pessoa, sem falar na agenda...

Enfim, desventura pura.
Logo agora que tava tudo dando tão certinho...
Como diria Ju: Ninguém pode ver ninguém bem...

13 de set. de 2010

Amores Possíveis

Uma amiga certa vez queixou-se comigo de um ex, com quem ela terminara porque "não via futuro com ele" - o cara era pobre. Anos depois ele estava casado, relativamente bem sucedido e feliz. "Não acreditei nele", lamentava-se ela, que continuava só, à espera de um príncipe, um homem que se encaixasse no seu sonho.
Nós, mulheres, crescemos acreditando que um dia encontraremos aquele ser perfeito que irá corresponder a todas as nossas exigências, suprir nossas carências, e com ele seremos felizes e realizadas.
Mas a sensação de estar ao lado de um ser perfeito passa rapidinho... Cheguei à conclusão que os homens reais estão muito distantes dos estereótipos que criamos e perseguimos: atléticos, intelectuais, bonitões, sedutores, ricos, sensíveis, bons de cama...
Homem perfeito não existe, caso contrário estaria à procura de uma mulher perfeita, ou já casado com ela.
Idealização demais só nos traz frustração. Queremos o ideal, mas precisamos acreditar no real, no palpável, no tangível. Ou morreremos sós, velhas e recalcadas!
Propagamos aos quatro cantos que não tem homem solteiro na praça (algumas usam isso como justificativa para envolverem-se em verdadeiras ciladas...) mas há homens sozinhos aos montes por aí, o que precisamos é enxergá-los além do que nossos olhos podem ver, e dar-lhes uma chance de nos fazer feliz.
Cansei de príncipes. Cedo ou tarde eles viram sapos.
Agora só aposto em amores possíveis.

6 de ago. de 2010

Namorado

Coincidentemente, essa semana, duas pessoas que não se conhecem levantaram hipóteses sobre um possível namorado em minha vida. Só rindo (pra não chorar), porque há seis anos não sei o que é isso! Nem posso me dar ao luxo de tê-lo no momento, pois sou uma mulher sem tempo (ops, personagem novo na área???).
Estou namorando muito ultimamente... com a blogsfera, com a minha pós, com meu filho, meu irmão, minha casa, meu trabalho (não necessariamente nessa mesma ordem). São eles os donos das minhas preciosas 24 horas.
Mas pensando bem, eu ando precisando mesmo arrumar tempo pra voltar a sair, e quem sabe dar espaço a alguém que possa vir a tornar real essa hipótese levantada.
Namorar faz um bem danado!!!

PS: Antes que seja questionada, esclareço que QSM não se enquadra na minha definição de namorado!!!

19 de jul. de 2010

Inverno

Chuvisco de manhã, chuvarada no fim da tarde e chuva noite adentro.
Clima propício a noites quentes, regadas a um vinhozinho (branco, tinto ou rosé?) e corpos ardentes, tentando abrandar o vazio dos corações solitários.

Saudade de um passado que se foi.
No presente, só a chuva a testemunhar dias cinzentos e noites frias.
O futuro? Incerteza (palavra que me persegue, e que odeio, diga-se de passagem).

Quero o brilho do sol de novo aquecendo meu coração e iluminando tudo à minha volta.

O inverno vai passar...
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