Palavras de Alento

8 de jan de 2010

Fidelidade ou Felicidade?

Se há dez anos já não acreditava em fidelidade, hoje muito menos.
Vivemos numa cidade onde o apelo sexual extrapola todos os limites e com isso o hedonismo segue reinando absoluto. Todo mundo querendo ser feliz, não interessa sob qual alicerce será construída essa felicidade (eu é que não quero ser feliz à custa da tristeza de ninguém. Isso gera um carma brabo...). Casamentos, noivados, namoros... vai tudo por água abaixo quando o verão chega e os corpos (sarados ou não) se desnudam em meio às dancinhas da moda.
Tenho comprovado de perto o quão frágeis estão se tornando os relacionamentos. Por qualquer coisinha tem gente jogando tudo pra cima e correndo pra galera. Esses vão deixando para trás um rastro de sofrimento, e tocam suas vidas como se isso fosse a coisa mais natural do mundo, afinal, o importante é ser feliz.
Por outro lado também vejo casais arrastando relações destruídas e infelizes, homens casados sufocados pelo dia a dia, procurando uma brecha pra dar uma escapadinha, e suas mulheres cortando um dobrado pra manter o casamento a qualquer custo. Parece coisa do século passado, mas acreditem, essa prática ainda perdura nos dias atuais.
E me pergunto: Que felicidade é essa?
Como tem muita mulher disponível no mercado, elas não querem nem saber se o cara tem compromisso; e como a oferta de homens livres não atende à demanda das solteiras de plantão, a mulherada acaba partindo pra cima dos comprometidos sem o menor constrangimento. A impressão que eu tenho é que não tem homem solteiro. E os casados estão com duas, três correndo por fora.
Outro dia ouvi uma especialista dizer que “na sociedade atual ter homem se tornou uma espécie de status. E muitas mulheres preferem estar com um homem casado do que não ter homem nenhum”. Achei deprimente.

Aprendi que estar só pode ser bom, e resolvi dar férias ao meu coração, até segunda ordem.

3 Recadinhos

A viajante

comentou...

Li dia desses que ser casado é estar na lista dos mais bem sucedidos. O casamento como capital.
Minha teoria: se a infelicidade está atrelada à infidelidade, esses antropólogos deveriam então construir novas categorias: casamento como um capital negativo, por exemplo (!).
Enquanto isso estou eu: de frente para o sol, descapitalizada e de olho nos solteiros heteros, em meio a esse quase mundo gay, ou de (quase 100%) repleto de homens infiéis e estúpidos.

9 de janeiro de 2010 09:23
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Luiz

comentou...

A infidelidade realmente vem se transformando em regra nas relações atuais. Mas vamos ponderar: não somente os homens são infieis. Existem muitas mulheres buscando uma felicidade desordenada. O ser humano é frágil. Homens e mulheres se rendem aos mesmos desejos.

11 de janeiro de 2010 11:27
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Paty Michele

no comando :)

É Lu, mas as mulheres pagam um preço mto mais alto por isso...

30 de janeiro de 2010 10:25
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