Palavras de Alento

14 de abr de 2012

O Início, o Fim e o Meio

Hoje assisti ao documentário sobre a vida de Raul Seixas. Fiquei tentada a escrever um post sobre as minhas impressões acerca do filme e a vida louca que os astros do rock costumavam levar. Hoje os artistas cuidam tanto da imagem, da aparência, da privacidade(?), que é esquisito ver como ele se deixou levar pelos acontecimentos, como foi tão verdadeiro e espontâneo. Não tinha essa coisa forçada de celebridade.
Raul era rock'n roll na veia. Só que levou isso a sério demais. Provavelmente a única coisa que levou a sério na vida, seguindo à risca o lema "sexo, drogas e rock'n roll". A genialidade expressa nas letras das músicas era amplificada pelo consumo abusivo de cocaína e álcool; suas paixões, suas parcerias e as incursões no universo místico de seitas estranhas (pra mim, macabras) marcaram sua história de vida. Os depoimentos de quem conheceu e conviveu de perto com o ídolo confirmam isso. Mas talvez tenha faltado mostrar mais o homem Raul Seixas.
Bonito foi ver o início. Raulzito novinho, carinha de bebê, cheio de atitude, com a gola da camisa pra cima. Lembrou muito meu irmão, seu estilo, seu olhar. Depois ele casou, foi pai... aí, lá pelo meio, tudo se misturou muito, ele perdeu a (primeira) família, ganhou sucesso e notoriedade, mas se afundou nas drogas. além disso, passou a trocar de mulher, emendando uma relação na outra. 
Logo o corpo começou a padecer pelos excessos e já não havia mais espaço pra ele. Raul adoeceu e morreu aos 45 anos de idade. 
Foi no fim da vida e da carreira, que começamos a ouvir Raul lá em Nazaré das Farinhas. Nessa época Marcelo Nova o resgatou (?) do ostracismo, devolvendo(?) ao nosso maluco beleza a glória de outrora. Essa parte do filme é polêmica, há questionamentos sobre essa bondade toda do Marceleza...
Mas foi bom reviver alguns momentos, relembrar o final dos anos 80 e ficar com aquela sensação de ter feito parte da história.

7 Recadinhos

Marly Bastos

comentou...

Paty,
Eu fico pensando como as pessoas famosas ficam fragilizadas em reloação a própria vida. Começam a sentir o vazio existencial e na ansia de preenche-lo entram no submundo das drogas, das orgias e de seitas que sugam além da sanidade, o espírito conturbado dos mesmos. Raul e tantos outros ídolos que se foram, pois nao souberam delimitar o sucesso com a vida pessoal. Gostei do texto.
Beijokas doces e um bom domingo

14 de abril de 2012 22:03
Paty Michele

comandando... ♥

Pois é, Marly. Havia uma entrega exagerada ao sucesso. Mas tbm não curto a vida das celebridades de hoje. Há uma exposição desnecessária e todas as ações são medidas e planejadas visando estar em evidência.

Um abraço, querida.

15 de abril de 2012 11:37
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A viajante

comentou...

Não vi o documentário ainda, mas são poucas as minhas recordações de Rau Seixas... mas não há um show que eu não vá que eu não grito: TOCA RAULLLLLLLLLLL!! Bj, amiga!

15 de abril de 2012 11:18
Paty Michele

comandando... ♥

kkkkkkkkk Ju, essa eu ainda não vi!!!

bjo

15 de abril de 2012 11:35
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Antônio Aruanda

comentou...

Texto massa, meu bem. Durante o filme, alternei entre ver Raul na tela e me ver, em minha tela... Revi alguns excessos e loucuras que fiz e achei bom não ter ido mais longe. Saí da sessão reflexivo...

15 de abril de 2012 21:06
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Marcelo Pirajá Sguassábia

comentou...

Oi, Paty. eu vontade de assistir a esse documentário. Nunca fui desesperadamente fã do Raul músico, mas a figura dele é emblemática - por tudo o que representou e defendeu na vida. Um beijo pra você.

16 de abril de 2012 13:12
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Luiz

comentou...

O filme é fantástico. Lindo foi um dos depoimentos, o de Paulo Coelho, sobre quem até se questionou a amizade de Raul. Era algo mais ou menos assim: História de Raul? Raul é lenda! E lendas não têm histórias! Lendas são simplesmente lendas!

16 de abril de 2012 22:00
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