Palavras de Alento

30 de mar de 2010

A história secreta da Mulher Só e do Homem Sem Tempo

Capítulo V

Estavam às vésperas dos festejos de São João. Centenas de pessoas se divertiam numa festa regada a forró, licor e comidas típicas. Alguns anos atrás ela também estaria aproveitando aquela que era a sua favorita dentre as festas populares.

Fogos estouravam no céu e perto dali uma fogueira crepitava, aquecendo os corações dos casais enamorados. Mesmo rodeada pela multidão animada, ela continuava sentindo-se sozinha e com o coração apertado.

Havia convidado o Homem Sem Tempo, na esperança de enfim revê-lo. As horas passavam, e nenhuma das pessoas que atravessavam aquele portão tinham o rosto dele.

Ansiava por aquele encontro, e o passar das horas a fez cansar-se de uma espera sem notícias. Pensou em telefonar-lhe. Mas não o fez.
Achou melhor ir embora sem despedir-se de ninguém.

A chuva fina e fria caía, molhando seu rosto. Não se importava, queria apenas sumir daquele lugar.

Então se foi.

To be continued

28 de mar de 2010

Baile de Debutante










Gente, pensei que os bailes de debutantes já haviam caído em desuso, mas qual não foi minha surpresa quando, no último sábado, fui à festa mais linda do ano, um tradicional baile de debutante, de uma menina que mora no apartamento ao lado do meu.
Foi tudo perfeito, impecável, um sonho. A felicidade estava estampada nos rostos dos pais e da garota, que mais parecia uma princesa.
Mereceu meu precioso tempo para publicar esse post aqui, porque se trata de uma família bonita, unida e feliz, a qual eu admiro, realizando o sonho da sua menina-moça.
E mesmo que não interesse à maioria dos meus leitores (ansiosos por novos capítulos da história da MS e do HST), tenho certeza que as amigas e todo o pessoal do CVF vai achar a homenagem mais do que justa.

Amalinha, parabéns pelos seus 15 anos, que o seu caminho seja suave e doce como você.

26 de mar de 2010

Outono em Nova York, ops! em Salvador

Após o carnaval é sempre assim, entramos no período da quaresma, os ânimos se acalmam, os ritmos diminuem, cessa-se o frenesi das festas e cá estamos nós sob um céu cinzento, sentindo um calor insuportável e suando bicas. O sol parece ter nos dado adeus e as nuvens anunciam uma tempestade que quase não cai.
É o outono se instalando, nos mostrando que a vida segue seu curso natural e que está mais do que na hora de deixar as maravilhas do verão pra trás, porque no fim do ano tudo começa novamente.
Por isso, aproveitemos o sol de sábado na praia, pode ser que no domingo caia um temporal e tenhamos que continuar com aquele bronzeado de escritório (de sala de aula, no meu caso).

(Tal qual as folhas das árvores, vão-se as festas e caem as fichas. É hora de encarar a realidade.)

16 de mar de 2010

A história secreta da Mulher Só e do Homem Sem Tempo

Capítulo IV

O tom de voz do outro lado da linha denunciava que ele estava feliz, mais leve, descontraído. Disse que encontrara o número de seu telefone numa antiga agenda, e resolvera ligar, pra conferir se estava correto.

Conversavam sobre coisas banais, o dia a dia, a política e até o ideal que os unira no passado. Mas nunca falavam de seus sentimentos, nunca sobre as particularidades de suas vidas.

Ela queria dar pistas, dizer-lhe que estava só, mas não sabia como fazê-lo.

- Eu me separei – falou, meio hesitante, quando já não havia mais nenhum assunto a tratar.

- Eu soube – sua resposta foi imediata e firme.

Será que foi por isso que ele a procurou? Haveria algum outro interesse por trás desse telefonema às 23hs de sábado? Esse homem a confundia e a Mulher Só pensava a mil por hora, muda, do outro lado da linha.

- Mas você está bem, não é mesmo? – era a voz dele, quebrando o silêncio e trazendo-a de volta dos seus devaneios.

- Sim, claro, foi melhor assim.

- Eu gostaria de revê-la – Aquelas palavras pareceram mágicas, instantaneamente um sorriso iluminou seu rosto – mas ando um pouco assoberbado por esses dias. Vou telefonar-lhe no final do mês, quem sabe não marcamos alguma coisa...?

- Ok – foi a única coisa que conseguiu dizer, tamanha era a frustração.

Foi dormir pensando nele, com um sorriso no rosto e um aperto no coração. Sua voz lhe iluminara o semblante, mas suas palavras acanharam-lhe a alma. Por que era tão difícil aproximar-se desse homem, mesmo agora que já não tinha mais nenhum compromisso que a impedisse de declarar-se?

Criara um mito em torno dele. Um mito que não conseguia desconstruir.

E isso fazia com que se apaixonasse cada vez mais.



To be continued...

2 de mar de 2010

Vida de Mãe

Acordei cedo, organizei as coisas pra sair logo, tomei café e depois banho. Botei um vestidinho simples, ajeitei o cabelo e pendurei um colar no pescoço.
Nesse momento cruzei com ele na saída do banheiro.
Fitou-me com aqueles olhinhos pretos redondos, sorriu e disse:
- Linda! - Feliz por ouvir aquele elogio vindo do homem da minha vida, abracei-o e disse:
- Lindo é você, meu filho!
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