Palavras de Alento

17 de fev. de 2011

Resoluções de Ano Novo

Pode parecer estranho falar sobre isso em meados do mês de fevereiro, mas me ocorreu escrever acerca de algumas das decisões tomadas por mim ao final do ano passado. Como boa pedagoga, costumo planejar (quase) tudo em minha vida, e sempre inicio o ano com uma listinha básica de deliberações para os doze meses que se aproximam.
Neste momento o item prioritário pra mim diz respeito aos cuidados com minha saúde. Isso inclui fazer atividade física regularmente, pagar um bom plano de assistência médica e manter uma alimentação saudável.
Essa repentina (e talvez excessiva) preocupação com a saúde não se deu apenas por ter completado “três oitão” no mês passado. Deu-se, sobretudo após vivenciar uma rotina exaustiva em hospitais em decorrência da descoberta de uma grave doença em um membro de minha família, em meados do ano passado.
Desde então passei a ver e conviver de perto com pessoas de saúde debilitada. A figura de meu irmão destoa totalmente dos demais pacientes, em geral, idosos. Isso significa que nem sempre juventude e aparência saudável representam saúde de fato. O mal se esconde e nos engana. Algumas doenças são silenciosamente cruéis, e quando nos damos conta, pode ser tarde.
Depois dessa convivência involuntária, eu, que me achava uma super mulher, jovem, saudável, sem nenhuma dor ou desconforto físico, passei a refletir sobre a fragilidade do corpo, nossa casa nesse plano material. A juventude acaba, o tempo nos enfraquece, deixando-nos impossibilitados de realizar atividades cotidianas básicas. Por isso é importante começar a pensar na velhice logo.
Aos solitários, tanto pior. Estar sozinho num quarto de hospital é deprimente. Aos que têm a sorte de uma família presente, precisamos nos cuidar, também, por amor a eles, porque a família sofre junto e sofre muito, se sacrifica e se vê impotente diante do triste destino que se abateu sobre seu ente querido.
Hoje sei que tenho a obrigação de cuidar de mim, correr 30 minutos na esteira, dormir bem, comer vegetais e frutas (ao invés de bacon e frituras), fazer exames regularmente e me estressar o mínimo possível. Isso porque não quero nem imaginar que meu filho um dia venha passar pela angústia de me ver hospitalizada. E minha mãe, minha irmã, meus avós, minhas tias e primos também não merecem outra porrada dessas.
Precisamos envelhecer bem, por isso vou começar agora o meu projeto de viver 100 anos com saúde e qualidade de vida. Recomendo a todos que façam o mesmo.
Saúde e paz!

13 de fev. de 2011

A história secreta da Mulher Só e do Homem Sem Tempo

Capítulo XXI
“De repente fico, rindo à toa, sem saber porquê...
Me vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não!”

Ela gargalhou e aumentou o volume do aparelho de som. Estava cantando alto, imensamente feliz. Nunca aquela música de Maria Bethânia, que ouvira tantas vezes quando morava no Brasil, tivera tanto significado quanto agora, que coincidentemente tocava numa rádio FM local.
Eram 8 da noite e ela acabara de chegar em casa, após ter pego o trem de volta a Barcelona. O sorriso bobo estampado no rosto denunciava que algo muito bom havia acontecido. A Garota Francesa adentrou o quarto, eufórica, querendo saber de todos os detalhes.
A Mulher Só lhe enviara uma mensagem de texto pelo celular assim que chegou à estação de trem, dizendo-lhe que após o almoço com o Homem Sem Tempo, haviam se beijado. Ela queria detalhes.
- Foi só um beijo! – tentou minimizar o acontecimento, mas seus olhos e seu sorriso diziam o contrário
- Como foi só um beijo? E alguém fica nesse estado apenas por causa de um beijo?
A Garota Francesa lhe advertira quanto aos problemas de se envolver com um homem casado, mas vibrava com essa possibilidade. Ficara sabendo da história numa noite de bebedeira das duas em casa, e não entendia como aquela sucessão de desencontros poderia ocorrer em pleno século XXI. Por experiência própria, aconselhou a amiga a ser cautelosa e se proteger. Mas a Mulher Só sabia que agora não podia mais recuar. Chegara até ali e deixaria que o destino se encarregasse de desenrolar aquela história deliciosamente complicada em que se envolvera.

12 de fev. de 2011

Selo Impressionante!


Uma das boas coisas da blogsfera são as amizades que surgem a partir das visitas e comentários nos blogs de pessoas que a gente nunca viu na vida. Por aqui conheci a Carol Fonseca, a Kitty Fane, a Vanda, a Lívia Ester, o Flávio Ferrari, o Antonio, e o pessoal da Cia dos Blogueiros. Pessoas a quem eu visito e que me visitam virtualmente, como bons amigos fazem, indo às casas uns dos outros, batendo papo, trocando ideias... uma farra!
A vocês, a minha indicação, com esse selo de recomendação.

As regras são as seguintes:

1- Repassar o selo a 12 blogs.

2- Responder as perguntas:

a) Nome: Patrícia Michele
c) Humor: Sarcástico
d) Uma estação: Primavera
e) Como prefere viajar: Com tempo e dinheiro 
f) Um seriado: Lost
g) Uma frase ou palavra mais dita por você: Amanhã será um novo dia e certamente eu vou ser mais feliz!
h) o que achou do selo: Impressionante! 

Indico os seguintes blogs:

8 de fev. de 2011

"Vida Turbulento"

Ano passado conheci a música de uma cantora maravilhosa: Mayra Andrade. Nascida em Cabo Verde e criada na França, ela canta em Português, Francês e mistura dialetos africanos e tem um sotaque é gostoso de ouvir. Como concordância verbal não é o forte dos gringos que se aventuram na Língua Portuguesa, ela acaba cantando coisas como "lua redondo", "na tempo" e "vida turbulento", de forma doce e forte. 
É lindo, confiram:



Na verdade introduzi o texto de forma leve porque os dias por aqui andam mesmo turbulentos. Espero (e tenho trabalhado para isso) que as coisas se resolvam e que a vida fique tranquila novamente, para o bem de todos.

31 de jan. de 2011

Dormindo Acompanhada

Estava me preparando pra dormir e naquela noite havia dois cachorros, uma pata e dois ratos em cima da minha cama.
Ele entrou no quarto correndo, já de pijama, procurando algo com os olhos.
- Cadê o Dondi, mamãe?
Sem falar nada, enquanto escovava os dentes, apontei para um canto onde o Pato Donald estava jogado. Ele correu naquela direção, pegou o brinquedo e subiu rápido na minha cama. 
Juntando-o aos outros brinquedos e aninhando-se nos meus travesseiros, disse:
Ele também quer dormir com você!

19 de jan. de 2011

Janeiro

Perdoem a ausência. Ando mesmo muito preguiçosa, e embora não me falte inspiração, preciso aproveitar bem os últimos 18 dias de férias que me restam.
Enfim, mês de janeiro é assim, após tantas festas e sob o sol maravilhoso que tem feito em Salvador, até meu computador anda meio lento...

(Posso não ter o melhor emprego do mundo, mas estar de férias em pleno verão não é o sonho de qualquer trabalhador?)

15 de jan. de 2011

Três Oitão

Nesta data, no ano de 1973, às 14:15, eu vim ao mundo. Conta-se que foi o dia em que meu pai, então com 19 anos, vendeu sua lambreta para comprar o meu enxoval. Nunca o ouvi falar que se arrependera de ter feito a venda daquilo que representava, para ele, mais que um meio de transporte. Entretanto, sempre dizia que, ao nascer, eu parecia uma lagartixa.
Como vocês podem comprovar, aos dois anos de idade a lagartixinha estava mais bem apessoada, porém, já dava sinais de que não seria uma pessoa muito fácil. Naquela época eu não achava graça nenhuma em sorrir para fotógrafos. Hoje isso passou, sou toda sorrisos quando se fala em flashs!
Com relação ao meu aniversário, parece que todos os anos, no 15º dia do mês de janeiro, aquela menina emburradinha se encontra com a mulher adulta que completa mais uma primavera (não entendo porque se diz primavera se eu nasci em pleno verão, mas tudo bem...).
Tenho a impressão que, ao me olhar com essa carinha zangada, ela me diz: “Te dei tanto tempo, por que você não fez as coisas de outra forma?”. E eu que, como dizem meus irmãos, costumo “botar panos quentes” em tudo, abraço aquela menininha, peço-lhe perdão e digo que estou feliz com o caminho que construí, embora saiba que podia ter dado um destino melhor a ela.
Por isso termino esse post com uma frase do Chico Xavier que diz assim:

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, 
qualquer um pode começar agora e fazer um novo final". 

Então, prometo à emburradinha me esforçar para mudar o que for preciso agora, de modo que tenhamos um final muito, mas muito feliz.

Comemorem comigo!

12 de jan. de 2011

Verdade

Costumo ser uma pessoa sincera. Quem me conhece sabe que eu falo mesmo, "na lata"! Isso já me colocou em situações constrangedoras, já me rendeu apelidos infames, e por diversas vezes precisei desculpar-me por ferir os outros com meus excessos. 
Geralmente as pessoas preferem os discretos, os contidos e até os que mentem pra não magoar. Eu não. Eu exijo na medida em que dou, e faltar com a verdade comigo é uma verdadeira "pisada na bola".
Eu ajo dessa forma porque todas as vezes em que faltei com a verdade, ou deixei de ser sincera com quem amava, algo muito grave aconteceu. Com isso eu aprendi que magoar os outros, às vezes, dói mais na gente. 
A falta de controle sobre nossas atitudes podem render maus momentos, por isso acredito que nenhuma relação se constrói a partir de uma mentira. Para mim é impossível ser feliz assim. Da mesma forma que não consigo conceber construirmos nossa felicidade em cima do sofrimento do outro. (Daí advém a minha aversão às amantes. Se bem que, de uns tempos pra cá, estou pegando mais leve com elas, deve ser influência da mídia, ou da minha convivência com pessoas livres.) 
A liberdade é uma coisa encantadora, é excitante e deve ser vivida plenamente. Mas não nos esqueçamos de pensar no outro e ter com a verdade sempre. Do começo ao fim.

5 de jan. de 2011

A história secreta da Mulher Só e do Homem Sem Tempo

Capítulo XX

Quase não pregara os olhos na noite anterior, ansiosa pelo dia que insistia em não raiar. Tomou um comboio logo cedo e chegou a Lisboa bem antes do combinado. Estava nervosa. Ansiava por revê-lo, mas ainda temia o que pudesse acontecer.
Adentrou o Hotel Tivoli, e logo o viu sentado num sofá, de frente para a porta. Recebeu-a com um sorriso enorme e um caloroso abraço.
- Como vai, minha querida?
- Melhor agora – respondeu sorrindo, enquanto encaminhavam-se para a saída.
Ele havia alugado um carro e a levou para almoçar num restaurante próximo à praia. Beberam vinho e conversaram animadamente. Ela quase não comeu, olhava pra ele como nunca o fizera, penetrando em seu olhar. 
Em dado momento, não conteve-se e num ímpeto, tocou seu rosto, dizendo:
- Eu amo essas rugas em torno dos seus olhos.
Aquilo soou estranho, até mesmo pra ela. Não queria dizer que tinha reparado que ele havia envelhecido, mas ressaltar a beleza da maturidade dele. Uma maturidade que ela admirava por se refletir nas atitudes e na conversa dele, não apenas no rosto.
- Ama? – perguntou, fitando-a com malícia no olhar, trazendo-a de volta de seus devaneios.
Riu e desviou o olhar. Não conseguiria explicar-se, por isso nem tentou. Riram juntos e após o almoço caminharam um pouco pela calçada, até o local onde o carro estava parado. Ela consultou o relógio. Passava das 3 da tarde.
- E o congresso?
Ele deu de ombros, aproximou-se, e ela percebeu que não havia mais saída. Precisava se posicionar, mas sentia medo:
- Eu preciso voltar.
- Tem certeza? – ele recuou, olhando-a nos olhos
Antes que respondesse com a sinceridade que seu coração pedia, ela fechou os olhos e balançou a cabeça afirmativamente. Entraram no carro e foram em direção à estação. Conversaram pouco no trajeto. Ele lançou-lhe olhares extremamente perturbadores, e ela, apesar de sentir-se encurralada, sabia que não poderia adiar mais aquele momento.
Quando ele parou o carro, ela pensou em sair rápido, logo após agradecer pelo almoço e pela companhia, mas ele enlaçou-a pelo pescoço e beijou-a de forma intensa.
Não houve como fugir, só lhe restou entregar-se e corresponder àquele beijo ansiado, profundo e marcante, que selou o início da história de um grande amor.


To be continued

2 de jan. de 2011

Ano Novo, Blog Renovado

Aproveitei a empolgação da retirada dos enfeites natalinos da casa (não, eu não espero o dia dos Santos Reis) e fiz o mesmo com minha morada virtual.


Uma mexidinha no visual de vez em quando faz bem, né?
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