Palavras de Alento

27 de nov de 2010

A história secreta da Mulher Só e do Homem Sem Tempo

Capítulo XVIII

A primavera estava chegando. No mês de março já não fazia tanto frio em Barcelona, assim a Mulher Só podia voltar a caminhar na praia de vez em quando. Estar diante do mar era como estar mais próxima de casa. Olhar a linha do horizonte trazia-lhe uma vontade enorme de atravessar o oceano e rever seus amores: Seu pai, sua irmã, e ele, o Homem Sem Tempo.
Ele tentou marcar um novo encontro, após tomar ciência de que ela nutrira uma centelha de paixão por ele. Disse que, no passado, a observava de longe e a admirava, mas continha-se por se tratar de uma mulher tão séria, e casada.
O que ele faria se soubesse da real proporção desse sentimento? Como reagiria ao saber que ela resolvera sair do país para tentar ficar longe dele, e ainda assim não conseguia esquecê-lo? Agora ela acreditava que ele não ficaria indiferente, haja vista ele ter demonstrado interesse, após a sua confissão.
Porém, agora, além do peso que lhe causava saber que ele era um homem comprometido, uma enorme distância geográfica os separava, e ele sequer sabia disso. Ainda não chegara o momento de revelar-lhe que se encontrava em outro continente.
Chegara em casa mais tarde do que de costume naquele dia. A Garota Francesa estava na sala, com seu amigo, o DJ Catalão. Ele abriu um sorriso iluminado quando a viu, tentou puxar assunto e ofereceu-se, mais uma vez, para ajudá-la com o idioma. Ela sorriu timidamente, agradeceu e foi para o quarto. Ele parecia ser uma boa pessoa e não escondia o interesse que tinha pela Mulher Só, mas ela não podia, nem queria dar-lhe esperanças.
Definitivamente, seu coração já tinha dono.

To be Continued

25 de nov de 2010

Socorro!

Parece que não há saída para nós. Já não basta nos trancarmos em casa na tentativa de nos proteger. O menino Joel estava em seu quarto quando foi atingido por uma bala, oriunda de uma troca de tiros entre policiais e bandidos, aqui num bairro próximo.
Hoje as aulas foram suspensas na escola onde eu trabalho, visando a proteção dos alunos, pois embora a escola esteja localizada numa rua relativamente tranquila, os alunos vêm a pé, de longe, e certamente passariam pelas áreas onde a polícia está atuando.
Já em casa, ligo a televisão e me deparo com as cenas da operação policial no bairro em questão. Mudo o canal: Metade do tempo do jornal transmitindo imagens do conflito nos morros cariocas. Novamente recorro ao controle remoto: Divulgação das fotos dos procurados pelo sequestro, estupro e decaptação das adolescentes Janaína e Gabriela. E mais: prisões de traficantes, corre corre dos carros da polícia, acidente com vítimas fatais, corpo encontrado em vala...
Socorro! 
Queria apenas almoçar em frente à TV, mas diante dessa programação, perdi o apetite. As notícias são de embrulhar o estomâgo!

PS: Vou estudar, ler um livro, passear no shopping, navegar na internet ou ver um filme. 
Quem pode ser feliz diante de uma realidade como essa? 

22 de nov de 2010

Cibercultura: Conceitos e Proposições

A partir da leitura dos capítulos do livro Cibercultura, de Pierre Lévy, pontuarei conceitos importantes que foram discutidos em sala de aula, e ampliados, após a leitura da referida obra, bem como algumas proposições feitas pelo autor.
cibercultura é um conjunto de valores que transmutam o próprio conceito de cultura, visto que esses valores expressam mudanças na sociedade a partir das intervenções da população digitalmente incluída.
A cibercultura é um fenômeno que se processa no ciberespaço, a rede que interconecta computadores do mundo todo e é retroalimentada constantemente pelos milhares de usuários que compõem a inteligência coletiva, um conjunto de saberes desenvolvidos e construídos no ambiente virtual. 
A inteligência coletiva é também o reflexo das inúmeras possibilidades de comunicação, troca e construção de conhecimento feitas através do hipertexto, uma sucessão de páginas digitalizadas e interconectadas.
O ciberespaço possibilita interação e interatividade, conceitos distintos, visto que o primeiro trata-se de um nível primário, e o segundo constitui-se num tipo de comunicação mais aprofundado, onde é possível não apenas assistir ou visualizar, mas principalmente, modificar conteúdos.
O autor traz ainda o conceito de virtual, desmistificando o senso comum, onde muitas vezes, acredita-se que o virtual opõe-se ao real. O virtual não é concreto, mas também não é irreal. Um curso virtual, uma comunidade virtual não são palpáveis, mas não deixam de existir.
Confunde-se também o que é virtual com on line, que representa tudo que está disponível na internet em tempo real, tudo que é digital.
Por fim, Lévy explica que a essência da cibercultura é o universal sem totalidade, conceito que ele chama de "chave da cultura do futuro" (pág: 247).
Apesar de ser uma obra escrita em 1995, por explicitar conceitos importantes como os supra citados, esse livro tornou-se um marco na história das Tecnologias da Informação e Comunicação, servindo de referência básica para todos aqueles que se debruçam nos estudos sobre a era da informação. 

19 de nov de 2010

Corrente do Bem

A ideia é responder à pergunta de forma criativa e original, publicando o selo no blog e repassar pra mais cinco amigos blogueiros.

Então lá vai:
"Me faz feliz receber sorrisos largos na chegada e abraços apertados na partida."

Repasso para as queridas:
Carol Fonseca, que quer Crescer,Viver, Amar, Sonhar;
Bárbara Jolie e suas Vinte e Seis Inquietações;
Para o Planeta da Blogueira Vanda
Também para As Viagens de Sheila Carine:
E a colega Raquel Dias do Infantilnet.

Mãos à obra!

16 de nov de 2010

Desejo, Necessidade, Vontade

O calor do verão que se aproxima, o excesso de trabalho e a essa sucessão de feriados estão me deixando louca de ansiedade.

Falta muito pra 20 de dezembro?

13 de nov de 2010

Complô Contra Mim

"A humanidade está contra mim. Sempre tive essa impressão, e hoje, mais do que nunca, ela se reafirma. A sensação de estar na contramão da história, fazendo aquilo que ninguém quer, que ninguém espera, me persegue.
Agora armaram um complô pra me amarrar a alguém. Por quê cargas d'águas todos acham que eu preciso de alguém? Por quê diabos se acredita que uma mulher não quer, não pode, não gosta de ficar sozinha?
Os maledicentes propagam: "Ela está a espera de um príncipe", ou "ela quer o ex de volta (desconjuro!)".
Decepcionando a todos mais uma vez, vos digo: 
Estou só e estou feliz.
Por quê eliminaria todas as outras possibilidades que porventura surgirem (ou não) pra me prender a um ordinário qualquer que, mais cedo ou mais tarde, vai acabar me traindo?"
"Meu coração vagabundo
quer guardar o mundo
em mim"
__________________________________________________________
O texto acima foi escrito em 19/01/2010, logo após o almoço de comemoração do meu aniversário, e teve como base uma situação que vivi na época. Não sei porque cargas d'água não o publiquei, e hoje, remexendo os arquivos do blog, acabei encontrando-o.
Agora achei por bem publicá-lo, pois como já disse antes, sou uma pessoa extremamente controversa, e esses escritos comprovam isso.
Estou bem, estou feliz, e não tenho ao meu lado um "ordinário qualquer", mas sim um homem que me ama e me deixa muito à vontade para que eu seja eu mesma.
Amar pode dar certo!

9 de nov de 2010

Hoje é Dia de Comemorar!!!

Sempre gostei de escrever. Tive diários desde os 11 anos de idade, e registrar o que sinto e o que faço tornou-se um verdadeiro vício. Bem, como todo vício, isso já me colocou em situações complicadas algumas vezes.
Depois do último vexame (onde alguns escritos secretos vieram a público), parei de fazê-los. Mas a abstenção da escrita durou pouco, até a descoberta da blogsfera, a solução para o meu caso de amor com a escrita e a internet. Casamento perfeito (se é que isso existe!).
Hoje este blog faz um ano, e tornou-se parte da minha vida, do meu dia a dia. Não posso compará-lo a um filho porque quem tem uma criança pra cuidar sabe que é muito diferente (o blog é menos, infinitamente menos trabalhoso), além do que, a alegria que um filho nos dá é diferente de todas as outras alegrias que podemos experimentar.
Enfim, não pretendo falar de maternidade, considero mais adequado comparar meu blog à minha casa: um lugar meu, um espaço que eu cuido, organizo, arrumo, recebo pessoas queridas, onde posso ser eu mesma, dizer o que penso, mandar e desmandar (tô começando a achar que ter um blog é melhor...).
Hoje são 48 seguidores, 96 postagens, 455 comentários, mais de 7.300 acessos (de todos os cantos do mundo) e alguns amigos novos, construídos a partir daqui. Um sucesso, para quem começou tímida e despretenciosamente, por influência de outros blogs que ainda visito.
Queria agradecer a todos pela participação, pela parceria e por construírem junto comigo a minha casa na rede mundial de computadores.

Um grande beijo!

7 de nov de 2010

A história secreta da Mulher Só e do Homem Sem Tempo

Capítulo XVII

- Boa noite, minha querida, tudo bem?
Era a mensagem dele na caixa de texto do site de bate papo. Sim, ela pensou, melhor impossível. Trazia no rosto um sorriso bobo e olhava distraidamente para a tela do computador, enquanto ele continuava teclando. Queria saber o motivo de seu sumiço, sua falta de notícias. Como não havia contado sobre sua partida, continuou omitindo o fato.
Conversaram por horas a fio, durante muitas noites seguidas. Ela já não saía ou estudava. Ficava conectada à internet, à espera dele. Era o melhor momento do seu dia.
Já não falavam apenas sobre as ideologias passadas, mas sobre si mesmos, suas vidas, sobre a admiração recíproca que surgira anos atrás e que não pudera ser revelada por conta de sua condição de mulher casada.
Ele, por sua vez, não falava sobre o próprio casamento. Ela, apesar de curiosa, tampouco perguntava.
O tempo todo ele tecia elogios, ora ressaltando sua inteligência e posicionamento político frente aos problemas enfrentados pelo grupo, ora valorizando seus atributos físicos. A Mulher Só, apesar de vaidosa, era tímida e não sabia como lidar com a forma direta com que ele ia ao assunto, apenas ria.
Passaram tanto tempo se desencontrando, e agora parecia que a comunicação virtual viera para facilitar as coisas, deixando-os desinibidos, sem medo. Agora, escondidos atrás da tela do computador, ambos confessaram-se e felizes pela certeza da reciprocidade de seus sentimentos, continuaram a se encontrar madrugada adentro.
Certa noite a garota francesa adentrou seu quarto e presenteou-a com uma garrafa de vinho tinto, já aberta. Encheu duas taças, brindaram e ela saiu. A Mulher Só bebeu em frente ao computador, à espera de seu amado, que não tardou a chegar.
Onde estaria sua esposa enquanto eles teclavam secretamente? Deveriam estar juntos, à mesa, na hora do jantar. Ou estaria ele de plantão no hospital? Seria ela médica também e seus horários não combinavam?
Ele começou a conversa timidamente, como de costume, perguntando como fora seu dia, e lá pelas tantas, após algumas taças de vinho, ela encheu-se de coragem e tocou no assunto, até então proibido.
- Demorei tanto a reencontrá-lo, e quando finalmente aconteceu, você estava casado... - Ele não digitou nada, seu silêncio a incomodou, então ela continuou: - Ainda bem!
Ainda bem por quê?
- Porque do contrário eu estaria perdida... – pausa na escrita dele, ela completa: - perdidamente apaixonada por você!
Risos, muitos risos dele na tela. Dessa vez fora ela quem o deixara inibido. 
Ela estava feliz e pela primeira vez, acreditava que podia entregar-se àquele amor. Mas como?

To be Continued

5 de nov de 2010

Corujando

(O meu pequeno é o que está vestido de abelhinha)

Ontem foi um dia lindo, mais que especial pra essa mãezona apaixonada. Meu filhote estreou uma peça de teatro na escola. Imaginem a minha ansiedade, morri de medo que ele travasse e na hora H não pusesse os pezinhos lindos no palco. Mas, que nada, ele deixou a timidez de lado e fez bonito, emocionando a mamãe a ponto de inspirar esse post.
Ser mãe me traz uma alegria absurdamente maior do que imaginei um dia. Dá trabalho, cansa, me prende, às vezes perco a paciência, mas a cada sorriso pela manhã, a cada palavra nova que ele aprende, a cada gesto onde ele demonstra como a genética é perfeita, me faz pensar o quanto esse ser humano enche minha vida de luz.
Posso dizer que sou totalmente realizada enquanto mãe, meu filho é um verdadeiro presente de Deus pra mim nessa vida. Só me resta agradecer ao Criador por essa bênção.

2 de nov de 2010

A Dimensão Estruturante das Tecnologias


A fim de viabilizar uma prática pedagógica mais coerente com realidade em que os alunos estão inseridos, a escola vem tentando utilizar cada vez mais os recursos tecnológicos disponíveis. 
Crianças e adolescentes imersos na era da informação já não concentram-se em aulas expositivas, que muitas vezes são cansativas e enfadonhas, com conteúdos despejados, sem nenhum sentido para eles.
Nesse sentido, Petto e Alves apontam que os computadores conectados à internet podem proporcionar uma nova forma de pensar e aprender, ultrapassando a mera instrumentalidade e ampliando os horizontes cognitivos dos alunos. Desse modo será possível atender a uma demanda da sociedade contemporânea: A de se formar cidadãos produtores de conhecimento.
Entretanto, para que seja viável a implantação de novas educações, como propõe Bonilla, a mediação feita pelo professor requer uma mudança de postura que difere da que se está acostumado numa sala de aula tradicional.
Para isso é necessário que o professor repense sua própria relação com o saber e com o trabalho que desenvolve na escola, tendo em mente que a condução das atividades deve se dar de maneira significativa e dinâmica, sempre focada no seu objetivo principal, que é a aprendizagem dos alunos. 

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