Palavras de Alento

29 de jan de 2010

A história secreta da Mulher Só e do Homem Sem Tempo

Capítulo I

Quando a Mulher Só e o Homem Sem Tempo se conheceram ela não estava sozinha, e ele ainda encontrava tempo para se preocupar com o resto da humanidade.
Eram idealistas. O interesse por uma causa maior os ligava, e por isso a admiração recíproca surgiu de imediato. Os assuntos de interesse coletivo fluíam tranquilamente, porém quando seus olhares se encontravam, tímidos, eram desviados.

Não haviam se dado conta de que uma centelha de paixão estava por surgir.
Mas a Mulher Só não podia se expor. E nem ele queria constrangê-la. Se acautelaram, e desconhecendo os sentimentos um do outro acabaram por não se denunciar, nem se declarar. Diante das barreiras impostas, não se permitiram, e assim seus lábios nunca se tocaram.

Tempos depois o ideal comum se perdeu e suas vidas tomaram rumos opostos. Passaram anos sem se ver e sem notícias, até que seus destinos voltassem a se cruzar.
Agora ele se tornara o Homem Sem Tempo e ela finalmente estava Só.
Destino cruel esse que revira a vida das pessoas e as leva de volta ao mesmo lugar, em posições opostas.
Agora o Homem Sem Tempo estava condenado por suas escolhas, e a única coisa que a Mulher Só podia fazer era esperar.

To be continued...

25 de jan de 2010

Em crise

Como conciliar meu lado mãe e meu lado mulher?
Meu filho vai fazer dois anos e nunca me viu com homem nenhum, nem com seu pai... não deu tempo!
Não que eu queira casar, ou me amarrar de alguma forma a alguém novamente. Não é isso. Passei os últimos 10 anos presa a casamento e filho, agora eu quero viver plenamente a minha liberdade.
Isso é proibido às mães separadas? É prerrogativa das solteiras bem resolvidas que nunca caíram na cilada do casamento?

..................................Estou em desequilíbrio............................

A sensação de estar na contramão da história me acometeu novamente. Não consigo vislumbrar minha vida sem amarras. Se eu esperar meu filho crescer pra voltar a viver, quando esse dia chegar estarei dançando com rapazes muito bem pagos no baile da Terceira Idade.
Estou ácida hoje!

Às vezes a Mulher Só bate à minha porta e fica aqui durante dias... até que eu a enxote e vá curtir a noite, nem que seja por 30 Segundos, num Boteco Ali do Lado.

Sinto uma urgência em viver. Não quero mais ver a vida passar pela janela, quero ser protagonista, roteirista e diretora da história dessa minha nova vida.

Sorte têm os solteiros, cuja vida é fascinante. A noite dos solteiros começa quando as crianças vão dormir, e termina quando o sol se levanta.

I wanna be free!!!

21 de jan de 2010

Poema da madrugada

Às 00:25min de um novo dia, o Homem Sem Tempo enviou esse poema à Mulher Só.

Sensation - Arthur Rimbaud

Par les soirs bleus d’été, j’irai dans les sentiers,
Picoté par les blés, fouler l’herbe menue :
Rêveur, j’en sentirai la fraîcheur à mes pieds.
Je laisserai le vent baigner ma tête nue.
Je ne parlerai pas, je ne penserai pas :
Mais l’amour infini me montera dans l’âme,
Et j’irai loin, bien loin, comme un bohémien,
Par la Nature, - heureux comme avec une femme.


É tarde, preciso dormir.
Assim que conseguir a tradução do poema postarei aqui. Vai ser um pouco difícil, pois trata-se de um casal complicado, cheio de mistério... aliás, nem posso considerá-los um casal, visto que ela é uma mulher solitária e ele um homem cheio de afazeres.

Em breve relatarei suas desventuras.

18 de jan de 2010

E segue a vida

Fim de férias, manhã de chuva, nada mais apropriado. Friozinho de manhã, vontade de ficar até mais tarde na cama, resfriado chegando... é o corpo resistindo ao que a mente já sabe. Que se prolonguem as férias, então!!!!!!!
Depois das excessivas, porém necessárias, festividades pela passagem de minha data natalícia, o dever me chama de volta à realidade. Porém, antes de encarar a parte chata, vamos à resenha do fim de semana intenso:

- Sexta-feira, 15/01, 00:05 – bate papo na net com alguém que não vejo há muito tempo. Uma mistura de sentimentos vieram à tona. Fui dormir antes que a conversa se prolongasse, pois poderia ser desastroso.
00:45 – toca o telefone. Era o primeiro dos inúmeros votos de felicitações. Confesso que esse foi o mais esperado. E inesperado (pelo horário). Promessas (não cumpridas) de nos ver mais tarde.

Durante o dia muita falação, preparativos, expectativas... e à noite o inusitado: Tudo pode mudar em 30 Segundos (ao som dos Beatles, então)... mas não mudou nada, continuo firme nos meus propósitos. Como boa capricorniana deixei as coisas como estão, curti o momento, sem perder o rumo, e voltei pra casa ao raiar do dia. Já nem era mais o meu dia, o dia que ganhei pra mim, o dia do aniversário feliz.

E pra encerrar com chave de ouro, almoço em família no domingo. Bagunça, zoada, casa cheia... adooooooro!!! Depois de dois anos, um aniversário digno de uma pessoa festeira em sua essência.

Eu acredito que o ano começa após o nosso aniversário. E com um aniversário tão bom assim esse ano não pode ser diferente. Thanks God!

(Pedi um bolo sem velas, então meu querido irmão colocou 37 cerejas)

13 de jan de 2010

Corações em frangalhos


“Quem inventou o amor / Me explica por favor
Quem inventou o amor / Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu... faz de conta que passou...
Quem inventou o amor / Me explica por favor
Quem inventou o amor ...”


Podem dizer que estou revoltada, melancólica, com TPM ou até dor de corno. Deve ser mesmo um pouquinho disso tudo. O fato é que meus dedos não conseguem, ao olhar pra essa tela, escrever nada mais otimista.
Estou passada, parece que a parcela masculina da humanidade tem um poder absurdo de me surpreender negativamente, e isso vai fazendo com que o meu coraçãozinho prolongue suas férias indeterminadamente...
Explico: Namoro de 3 anos, ambos profissionais de sucesso, beirando os 30 anos, casamento de conto de fadas, com toda pompa, uma linda casa pra morar, planos de filhos... 6 meses depois, pasmem, ela descobre que ele tinha outra há 1 ano e meio!!!
Péssima mania nós mulheres temos de construir castelos de areia com príncipes que parecem ter sido feitos com o mesmo material. A gente sonha, inclui o outro numa viagem que parece ser só nossa, e não sei porquê cargas d’águas eles embarcam se sua natureza polígama não está pedindo isso.
Triste é ver o estado em que ela se encontra. Acho que me sensibilizei tanto porque lembrei de mim, pouco mais de um ano atrás (quando passei pela situação mais difícil de minha vida): Magra, sem brilho, sem perspectivas, sem chão. Não conseguia sorrir, nem encarar ninguém, tentando tirar forças não sei de onde, pra cuidar de meu filho, então com 7 meses.

Querida, sei que essas palavras podem não fazer sentido agora, mas acredite: Isso vai passar! Sábias são as palavras do Pe. Antonio Vieira: “Tudo cura o tempo”.

(Adorei a frase ao lado, não podia deixar de postar!!!)

8 de jan de 2010

Fidelidade ou Felicidade?

Se há dez anos já não acreditava em fidelidade, hoje muito menos.
Vivemos numa cidade onde o apelo sexual extrapola todos os limites e com isso o hedonismo segue reinando absoluto. Todo mundo querendo ser feliz, não interessa sob qual alicerce será construída essa felicidade (eu é que não quero ser feliz à custa da tristeza de ninguém. Isso gera um carma brabo...). Casamentos, noivados, namoros... vai tudo por água abaixo quando o verão chega e os corpos (sarados ou não) se desnudam em meio às dancinhas da moda.
Tenho comprovado de perto o quão frágeis estão se tornando os relacionamentos. Por qualquer coisinha tem gente jogando tudo pra cima e correndo pra galera. Esses vão deixando para trás um rastro de sofrimento, e tocam suas vidas como se isso fosse a coisa mais natural do mundo, afinal, o importante é ser feliz.
Por outro lado também vejo casais arrastando relações destruídas e infelizes, homens casados sufocados pelo dia a dia, procurando uma brecha pra dar uma escapadinha, e suas mulheres cortando um dobrado pra manter o casamento a qualquer custo. Parece coisa do século passado, mas acreditem, essa prática ainda perdura nos dias atuais.
E me pergunto: Que felicidade é essa?
Como tem muita mulher disponível no mercado, elas não querem nem saber se o cara tem compromisso; e como a oferta de homens livres não atende à demanda das solteiras de plantão, a mulherada acaba partindo pra cima dos comprometidos sem o menor constrangimento. A impressão que eu tenho é que não tem homem solteiro. E os casados estão com duas, três correndo por fora.
Outro dia ouvi uma especialista dizer que “na sociedade atual ter homem se tornou uma espécie de status. E muitas mulheres preferem estar com um homem casado do que não ter homem nenhum”. Achei deprimente.

Aprendi que estar só pode ser bom, e resolvi dar férias ao meu coração, até segunda ordem.
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